Tudo Tech

Tudo Tech

Nestas últimas semanas, tenho passeado bastante (virtualmente, lógico) por comunidades de tecnologia e produto, em diversas redes sociais, em busca de um pouco de luz sobre um tema que tem me chamado atenção novamente, nos últimos tempos.

Vou chamar de movimento “tudo tech”.

Este movimento me remeteu ao que eu observei uns anos atrás (talvez uns 10?) quando houve um grande movimento nas áreas de TI, para que elas se “aproximassem do negócio”. Então era uma forma de tentar trazer tudo para dentro de tecnologia (tudo tech… “ba dum tsss”)

Na época, surgiram diversos nomes impactantes (como os BRMs do Gartner, Business Partners, etc…), em um esforço consciente de criar interlocutores entre a “área de negócio” e a equipe de tecnologia.

Nos dias de hoje, tenho observado um movimento similar, mas que talvez impulsionado por aquela ideia de “transformação digital”, veio transformado. Hoje as empresas querem ser “de tecnologia”.

Vejo muitos setores indo nesta linha, batizando empresas de mercados tradicionais (e que ainda se comportam como tal), auto denominando-se “empresas de tecnologia”.

Olhando um pouco mais de perto, contudo, ainda é possível ver uma versão reciclada daquela ideia original lááááá do começo deste post, onde o que se tem, são tradutores entre as “áreas de negócio” (que não são de tech, veja você), e times de tecnologia.

Mas onde eu quero chegar com esse papinho?

Enquanto houver separação entre “área de negócio” e de tecnologia, as empresas não serão realmente de tecnologia.

eu mesmo!

Bom, meu ponto aqui é simples. A menos que se tenha pessoas trabalhando de fato juntas, e respeitando das necessidades umas das outras, isso não vai funcionar como deveria. Vai ser só mais um pouco desse movimento “tudo tech”, onde tem muito “wanna be”, querendo ser cool e “silicon valley like”, e pouca prática.

Não adianta colocar uma pessoa “analista de negócios de marketing” para interagir com um “squad de conversão”, e achar que as coisas vão acontecer magicamente. É preciso que tudo isso seja um time, com objetivos em comum, e que devem ir além de simplesmente aumentar a conversão. Caso contrário, o time vai otimizar esforço para conversão, sem estar preparado e vai sofrer das dores do crescimento. Uma lástima.

A menos que as ditas prioridades “de negócio”, sejam também as de produto e tecnologia, aquele grande meme da área de tecnologia trabalhar como pastelaria vai se manter por um bom tempo. Afinal, se a empresa é de tecnologia, não seria ela uma “área de negócio”?

Pra terminar a reflexão, deixo um apelo pra que cada pessoa que concordar com o tema, e tiver espaço pra isso, faça sua parte. Afinal, só reclamar não adianta.

Paz!
=)

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