Glauber Vicari

Homo Deus

Eu acho muito interessante a forma como nosso cérebro se comporta. Tem um pouco a ver com aquele outro livro que eu gosto bastante, que chama-se “O Gorila Invisível”.

O livro, basicamente conta como nosso cérebro é suscetível ao erro, e é facilmente “enganável”. Tem exemplos legais de como a gente tende a enxergar aquilo que nos é familiar, e ignorar o oposto.

Tem exemplos de como, em cidades onde circulam mais bicicletas, existem menos acidentes com elas, pois o cérebro dos moradores de lá estão acostumados a elas, e esperam encontrá-las nos cruzamentos da vida. Vale também quando a gente pensa em comprar alguma coisa, e ela começa a se materializar na nossa frente.

Bem, toda essa introdução é pra falar sobre o livro que dá título ao post: Homo Deus.

Foi exatamente o que aconteceu comigo. Antes de começar a ler o livro, nunca tinha sequer reparado em sua existência, mas a partir do momento que iniciei a leitura, ele tem me perseguido em livrarias, aeroportos e lojas em geral. Incrível.

Homo Deus não tem muito a ver com O Gorila Invisível, senão pela questão como aborda o assunto: Diretamente.

A ideia sustentada pelo autor, é que pela primeira vez na história estamos lidando com problemas diferentes dos que nos afligiram por toda a história da humanidade: Fome, Pragas e Guerra.

Segundo sustenta, hoje a fome é uma questão mais política do que de escassez, pois existe apenas por má gestão (proposital ou não), e que seria facilmente solucionável, deixando portanto, de ser uma das nossas preocupações.

Quanto às pragas, o livro trata a morte como uma conseqüência de problemas tecnicos, e que eles serão, mais cedo ou mais tarde, solucionados. Talvez daqui há algum tempo, a gente lembre dos tempos atuais e diga coisas como “nossa, você lembra quando as pessoas morriam?”. Quem sabe…

Por fim, guerras… O livro traz números que me surpreenderam, dando conta que hoje morrem mais pessoas de suicídio do que em conflitos armados.

Naturalmente, não vou contar o livro todo, apenas o contexto sobre o qual ele se desenrola, mas concordando ou não com a ideia apresentada – e sustentada com pesquisas e números – é uma boa forma de pensar no nosso futuro.

A gente fala tanto em futuro da tecnologia, inovação e tudo mais, mas e quanto ao ser humano? O que vai ser a nossa próxima grande preocupação? Como dizia um slogan que ouvi há pouco tempo “são as perguntas que movem o mundo…”

Da minha parte, eu tenho uma teoria sobre o futuro da economia e do universo capitalista, mas este eu guardo para um próximo post…

Nos vemos por aí!

Abraço!

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