Glauber Vicari

A Transformação (digital?)

Alô pessoas! Tudo bem?

Andei sumido, mas foi por um bom motivo. Tenho trabalhado bastante nos últimos tempos, e tem sobrado pouco tempo pra compartilhar os acontecimentos por aqui.

Nestas minhas andanças, tenho ouvido muita gente – ainda – falando da tal da transformação digital, algo que eu optei por abolir do meu vocabulário.

É meio complicado, no geral, por conta do hype que continua rolando no mercado, mas o fato é que a cada dia que passa, menos ela significa pra mim.

Vejo consultorias vendendo modelos, métodos, e soluções mágicas para que as empresas adentrem esse grande movimento, mas o fato é que isso não faz sentido, infelizmente.

Pensando do ponto de vista prático, o que acontece é um movimento de transformação cultural, e que na minha opinião está mais ligado à mudança de geração nas empresas, do que necessariamente à transformação digital, ou transformação ágil, – que é outra que agora também está na moda, e conectada com a primeira.

Usando como exemplo o movimento aqui onde trabalho, a gente tem buscado fazer um mix de ideias, através de todas as possíveis diversidades, pois isso traz o pensamento diverso, e consequentemente ideias mais elaboradas e amplas.

Essa diversidade, eventualmente se apresenta também na forma de produtos / processos / ideias com viés de digital (ou ainda de inovação), mas como um subproduto do ambiente, e não o contrário.

Quando olho para metodologias, nos diversos grupos de trabalho, observo também um movimento no sentido de flexibilizar as amarras dos métodos, para adequar à realidade de cada grupo, com liberdade de pensamento e adaptação caso a caso.

Por fim, recentemente ouvi uma tendência que hoje me parece óbvia.

A mudança do viés da experiência do cliente para a experiência do funcionário. Lembrei de imediato do caso da Zappos, que tem um viés neste sentido – já que ao contrário da regra geral, não terceiriza o atendimento ao cliente. Valoriza!

Este tipo de mudança é, na minha opinião leiga e humilde, a verdadeira transformação. Digital? Talvez uma consequência, mas principalmente cultural!

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